Como evitar as pessoas tóxicas que complicam nossa
vida
Em nosso dia a dia, podemos cruzar com inúmeras
personalidades ciumentas, imaturas, paranoicas, infantis e egoístas. Definitivamente,
são o que comumente conhecemos como pessoas tóxicas.
Este tipo de personalidade pode ter muitas particularidades, mas mantém
uma característica em comum: não contribui nem gera nada positivo
para um relacionamento amoroso, de amizade, familiar ou de trabalho.

As pessoas tóxicas se caracterizam por destruir qualquer tentativa
de criar vínculos saudáveis e respeitosos para ambas as partes. Atraem e
facilitam as más vibrações, já que nada as satisfaz. E, o mais importante, tudo
lhes incomoda, e elas acabam absorvendo-nos psicologicamente, para que
realizemos ações que só podem ser favoráveis a elas.
“Não são as ervas daninhas que afogam
uma boa semente,
mas sim a negligência do
fazendeiro”
– Confúcio –
O
psicólogo A.J.Bernstein autor de “Vampiros Emocionais”, nos adverte que o mais complicado na hora de nos relacionarmos com esse
tipo de pessoas é que elas roubam nossa energia sem nos dar um tempo para respirar e
sermos conscientes dessa situação.
Bernstein destaca
que elas se caracterizam por serem pessoas especialistas em construir relações
com alto grau de “absorvência” e, dessa forma, são verdadeiros
mestres da arte de intoxicar. Daí vem seu nome.
Devido a isso, acaba
sendo difícil identificá-las a primeira vista, sem sermos conscientes de como
sua personalidade é complicada, até que, depois de passar um tempo com estas
pessoas, acabamos repetindo as mesmas emoções e sensações negativas
delas: apatia, esgotamento, frustração e estresse.
Algo comum em nossa sociedade quando falamos
desse tipo de pessoas é que, muitas vezes, somos nós mesmos
que criamos uma percepção distinta da realidade, negando que sejam
“vampiros emocionais”, sobretudo quando se trata de nosso
parceiro, amigo ou algum familiar.
Inclusive,
quando falamos dessas situações, nós mesmos podemos “nos
culpar” por estarmos consentindo, inconscientemente, a situação e pensamos: “é coisa
minha…” ou “pode ser minha culpa”; pensamentos que só nos levam
a manter e intensificar uma relação tóxica e nada saudável.
Consentir tal mal-estar somente fará com que os demais percam o
respeito por você, sabendo que podem se aproveitar de você e abusar de sua
confiança.
Diversos
estudos sociais, destacando a obra do psicanalista francês Dominique
Barbier, “La fabrique de l’homme pervers,” nos facilitam uma explicação
científica de porque vivemos como sociedade em um contexto próspero
para a expansão e o crescimento deste tipo de personalidade tóxica.
“As personalidades tóxicas também são contagiosas e contribuem
para que se generalize uma espécie de paranoia social”, explica Barbier. Por
outro lado, a psiquiatra e psicanalista Marie-France Hirigoyen confirmou em uma
entrevista ao El Confidencial a teoria social de que “para
triunfar na vida é preciso ser um bom manipulador”.
Tudo isso nos leva a
utilizar uns aos outros como meros instrumentos que, quando deixam de
nos servir para conseguir determinados objetivos pessoais, acabam ignorados.
Porém,
para gozar de uma plena qualidade de vida, devemos evitar chegar a esse
ponto. Além disso, também é importante ter em conta os seguintes
indícios que podem refletir que você se encontra ante um “vampiro
emocional” no nível social e psicológico:
1.
Apresentam uma elevada capacidade psicológica na hora de detectar os temores e
fantasmas das pessoas que escolhem como vítimas. Podem fazer você
acreditar que, com eles, tudo é possível e, assim, o manipulam com mais
facilidade. Dessa forma,sabem
adaptar com perfeição seu comportamento, dependendo da vítima em questão.
2. Podem dar a volta em
uma situação com grande habilidade, realizando com perfeição uma
falsa vitimização: fazendo você sentir que é você o carrasco e ela/ele é a
vítima.
3. São pessoas especialistas em transformar a realidade através
de mentiras e empregando uma dupla linguagem. Podem combinar o uso de
insultos e adulações amáveis em uma mesma frase. Dessa forma, controlam o
discurso e o pensamento do ouvinte.
4. Não respeitam a autonomia dos demais e impõem seus próprios
critérios pessoais.
5. Seus princípios pessoais mudam dependendo do objetivo que
precisam alcançar.
6. Não costumam sentir sentimento de culpa em nenhum momento.
7. São pessoas com uma grande capacidade de estratégia
mental. São pouco criativos, mas constantes na hora de conseguir suas metas e
recursos.
8. Costumam apresentar
certa incoerência entre o seu comportamento e o que dizem ou
verbalizam. Provavelmente, evitam julgamentos e valores altruístas, mas na
hora de se colocar em ação, seus gestos são egoístas, pensando apenas em seu
interesse pessoal.Não me despedirei sem antes lembrá-los de que, quando nos relacionamos
com este tipo de pessoas, é necessário sermos conscientes da importância
de enfatizar e tentar entender nosso entorno a todo momento, oferecer
amor incondicional, e ter em conta que todos nós somos seres humanos com
vidas diferentes e únicas, as quais nos levam a agir de uma forma ou de outra.
A responsabilidade de tentar viver e se sentir de forma saudável e plena
consigo mesmo e com o mundo está em suas mãos.
Texto original em espanhol de Paula Díaz.